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Foto: Google |
Autor: Edjar Dias de Vasconcelos
Proposta pedagógica de Freinet.
Célestin Freinet.
Para Freinet a construçao epistemológica para o saber deveria proporcionar ao aluno, a realização de um trabalho material real. Sua carreira como professor teve início construindo os princípios educativos de sua prática.
Ele propunha uma mudança da escola, pois a considerava teórica e portanto, desligada da vida. A realidade prática teria que prevalecer sobre a teoria e estava sempre relacionada com a vontade do aluno, diria com a ideologia do desejo do saber dele, motivo de empenho e realização a lógica do sucesso do ensino aprendizagem.
O que diferenciava de outras metodologias sua essência idiomático, dentro da pedagogia do saber, o que teria que ser realizado na perspectiva do aluno e não do Estado, da Escola ou do professor, o que seria necessariamente absurdo para especulação, uma educação tradicional escolástica e não para o campo empírico nessa metodologia em particular, a sua crítica indelével.
Freinet como realização da construção do saber pela motivação e vontade da escolha por parte dos alunos. O que influenciou metodologicamente em muito Paulo Freire e todas as escolas libertárias e práticas não liberais tradicionais.
O significado libertário, sendo considerado ilídimo pelo poder público, o caráter não institucionalizado, dessa maneira a construção de um novo sujeito não oficial pela ideologia do poder econômico e muito menos em defesa de uma liberdade particularista.
Suas propostas empíricas de ensino estão fundamentadas em interrogacões a respeito da maneira de pensar daquele que aprende e de como constroi seu conhecimento, com efeito, fora de uma relaçao metafisica do saber ou do racionalisno puro, estilo cartesiano.
Não que o racionalismo não fosse importante para a elaboração da construção das prioridades motivacionais daquele que escolhe a própria metodologia do ensino aprendizagem, uma espécie de construtivismo diferenciado, não muito distante da epistemologia clássica do próprio conceito na defesa a elaboração do significado prático.
Através da observação constante ele percebia onde e quando tinha que intervir e como despertar a vontade de aprender do aluno, por isso provocou imprecação as elites. Ademais ele, o interessado tinha motivo para elaborar aquilo que teria que ser conhecido, nenhuma educação que não tivesse ao nível da motivação do aluno poderia ter algum sucesso. Era essa a compreensão fenomenológica da sua análise de interpretação do conhecimento.
Um professor mediador e não tanto sistemático, com isso não significa a implantação definitiva de uma pedagogia anarquista como alguns teóricos entendem, apesar de uma certa evidência em relação idiossincrática a modelos anteriores.
Evita por um lado, a chamada educação reprodutivista, a clássica do modelo político liberal econômico em que o professor é visto como mero transmissor e o aluno receptor de um modelo ideológico do conhecimento.
Portanto, o que seria classificado com evidência ao principio da refutabilidade, o que antes seria apenas ao atendimento de uma certa lógica reducionista a lei da verificação acadêmica. O que não poderia ser proposto exatamente, dessa forma desfeito ao aspecto tradicional a elevação do caráter epistemológico, não apenas ao método dedutivo silogistico aristótelico ou a indução empírica, antes o que teria que ser realizado a proposição daquele que aprende e não de quem ensina. Valor inexaurível do método, por uma lexicologia da proposta pedagógica.
A preocupação exegêtica principal era fazer que o aluno seja o sujeito construtor do mecanismo do saber, não pelo recipiente, aquele que não tinha ação prática, naturalmente que essa epistemologica pedagógica era exuberantemente revolucionária para o seu tempo histórico.
Em que ocupava se de uma dialética da construção, contrário ao saber da reprodução, nesse aspecto foi essencialmente inovador e teve sérios problemas com a educação oficial do Estado. Crítico contumás do metódo conservador, sofreu persecução epistemológica, dado a não perolação da importância do sujeito, a relação prática com o objeto, numa ação em conjunto visando necessariamente ao desejo leniente do fazer, essa foi grande magnitude de Freinet.
Para Freinet, a aprendizagem só tinha algum significado por meio da experiência e através da mesma seria mais eficaz, com o seguinte fundamento lógico epistemológico, porque para o autor se o aluno fizer uma experiência e der certa, ele o repetirá e continuará no procedimento; porém não avançará sozinho, precisará da cooperação do professor. Essa é sua compreensão sistemática.
Com efeito, o professor não é aquele que necessariamente ensina, mas aquele que ajuda o aluno descobrir suas motivações. O que podemos denominar de professor mediador, contrariamente a prática pedagógica do desenvolvimento de síntese, não que essa prática fosse contrariamente anti-científica, o que se quer era previsto por Freinet.
Na proposta pedagógica de Freinet, a interação professor-aluno é indispensável para o ensino aprendizagem. Estar em contato com a realidade em que vive o aluno é fundamental. Entender a vida real do aluno, as condições taxológicas, socio econômicas, meio ambiente e família etc. As práticas atuais de jornal escolar, troca de correspondência, trabalhos em grupo, aula-passeio são idéias defendidas e aplicadas por Freinet desde os anos 20 do século passado.
Há princípios no saber Pedagógico de C.Freinet, diria uma determinada epistemologia com seus fundamentos filosóficos, descritíveis os quais não poderão ser desconsiderados, como em qualquer ciência, independentemente do seu caráter ideológico.
Mas o que é fundamental para seu autor a respeito daquilo que não é apenas monômio a expressão natural de um termo e o conceito epistemológico do significado específico.
Ele considerava invariáveis, ou seja, independente do local ou período histórico, certos pressupostos deveriam sempre ser levados em conta na prática educacional. Refiro a isso especificamente a determinante empírica o que deve ser considerado, um metódo pedagógico não poderá apenas ser uma abstração formal.
Desta forma, postulou as chamadas "Invariantes Pedagógicas", consideradas como pilares de sua proposta Pedagógica tautacrônico. Desde sua origem, o movimento sempre se manteve aberto a todas as experiências, não se prendeu especificamente a uma, através de documentos, revistas, circulares, cartas e boletins. Freinet buscava formas alternativas de ensino, pois não conseguia se adaptar ao método tradicional, fazia também relatórios diários de cada criança.
Ao que se refere às cartilhas, a pedagogia tradiconal, ele questiona veementemente seu valor, pois os conteúdos nada tinham a ver com a realidade da criança e, portanto, não traziam nenhum estímulo à aprendizagem da leitura, isso em função do mundo simbolico representativo ser completamente indiferente a realidade prática da vida do aluno.
Freinet dava muita importância ao trabalho, pois este deveria ser o centro de toda atividade escolar, enfatizando-o como forma do ser humano ascender, exercer seu poder e por meio do mesmo ao movimentação da sua estrutura de classe social, entretanto, sem sobejidão, nesse aspecto era um tanto ingênuo por não perceber outras variáveis históricas responsáveis pelo mecanismo discriminatório da realidade empírica particularista da situação na ação pedagógica ao que se refere a uma situação de classe.
Para Freinet, o aprender deverá passar pela experiência de vida e isso só é possível pela ação, através do trabalho. O trabalho desenvolve o pensamento, o pensamento lógico e inteligente que se faz a partir de preocupações materiais, sendo que esta, é um degrau para abstração.
Com efeito, podemos dizer que pelo menos em parte, poderá ser considerado um materialista histórico, porque o mundo não poderá ser entendido somente pela lógica idealista, mas a partir de uma relação praxiológica das relações sociais.
Essa prática não se entende a métodos anteriores, tipicos de pedagogias consevadoras, isso porque desvia da materialidade real da fenomenologia das superações das sínteses, a vida concretizada no mundo cotidiânico.
O espírito da história é a própria formulação hegeliana da dialética aplica na experiência empírica, tendo o aluno como sujeito da construção e do domínio de seu saber.
Freinet acreditava que no e pelo trabalho o ser humano se exprime e se realiza eficazmente, não apenas no formal abstrato, entretanto, quando o autor refere a esse aspecto, não está dizendo forçosamente ao trabalho manual, o que implica uma visão diversifica do conceito, pois para ele, o engloba todas as formas de pesquisas, documentação e experimentação e experiências práticas, etc.
Com respeito a mediação do professor, só se dava para organizar o trabalho ou orientar, uma forma de co-ociliar a ação, fugindo de método sicário, sem precisar de impor ou ameaças. Para ele, a disciplina da prática se resume a executar uma atividade que envolva e torne a criança naturalmente disciplinada e sintática dominadora do mecanismo reprodutivo da construção, o saber não é algo elaborado a priori, o que sempre fora comum em sistematizações pedagógicas autoritárias.
Outro fundamento necessário para Freinet é a determinante libertária, relativa e não disvinculada a vida e do trabalho de cada um e da vontade de não ser dependente, não só a epistemologia do fundamento, mas também do conceito efetivado a natureza da metodologia.
Para ele, a não vinculação da ação autoritária é a possibilidade do ser humano vencer obstáculos, vence aquilo que se constroi e não se impõe a lógica do domínio em referência ao silêncio sistemático.
Freinet buscou técnicas pedagógicas que pudessem envolver todas as crianças no processo da construção da aprendizagem, independentemente da diferença de caráter, inteligência ou meio social, no entanto entende que a aprendizagem não é apenas construção, mas também práticas já elaboradas, uma certa dialética necessária as devidas proporcionalidades e não uma exclusão de terceiro estágio, conceito definitivo de superação.
(lembrando-se mais uma vez que ele afirmava que o conteúdo estudado no meio escolar deveria estar relacionado às condições reais de seus alunos). O caráter da linguagem, o código interpretativo, sem renuir preceitos fundamentais, todos esses fatores precisam ser considerados de maneira sincrônica nos devidos tempos históricos, o que se materializa é a mecanicidade processual do método.
Ao estudar as condições da educação, Freinet defendia que ao mesmo tempo em que o professor desejasse a escola ideal, ela teria que necessariamente ser criativa e libertadora, do mesmo modo construtora, uma escola que levasse apenas processos prontos de práticas pedagógicas, não seria um procedimento interessante.
Deveria também estudar as condições concretas que estariam impedindo a sua realização. Essa ação deve ser revista numa perspectiva de revisão, diríamos uma compreensão simbolica da representação em que os métodos intuitivos não pudessem ser apenas procedimentos não mediativos.
Processo de síntese alaborada pelo professor:
Edjar Dias de Vasconcelos.
Fonte do Artigo no Artigonal.com: http://www.artigonal.com/ensino-superior-artigos/proposta-pedagogica-de-freinet-5944325.html
Perfil do Autor
Bacharel em Teologia pela Pontifícia Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção - Arquidiocese de São Paulo com graduação máxima no Exame De Universa Theologia. Licenciado em Filosofia e História pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais - PUC-MG. Experiência na orientação de estudos em temas diversos. Professor convidado do Instituto Parthenon - Instituto Brasileiro de Filosofia e Educação-www.institutoparthenon.com.br
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